O guia do santuário ecológico

O guia do santuário ecológico

Científico

Artigos
Estudos

Busca

Galeria de Fotos

Chapada dos Guimarães PDF Imprimir E-mail

Terra de mistérios, a Chapada dos Guimarães, fica no interior do Mato Grosso, num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico. Igualmente longe dos dois oceanos que ladeiam o continente - a 1600 km de cada um, se fosse traçada uma linha imaginária - esse planalto preserva histórias de índios e de estrelas coloridas e brilhantes que, segundo relatos de muitos de seus moradores, aparecem "num claro instante" para comprovar que os discos voadores não sòmente existem, como adoram circular por ali.

Chapada dos Guimarães

A sequência de montanhas de arenito que forma a Chapada dos Guimarães tem mais fama de refúgio místico do que de paraíso ecológico. Uma injustiça. A energia que emana de suas paisagens pode ser um bom atrativo, mas não o único. As vistas, a flora e a fauna da região são tão ricas que o governo federal decidiu preservá-las. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, que tem o mesmo nome do município vizinho, surgiu então com 33 000 hectares. Uma área pequena, na opinião dos ecologistas que lutavam por uma área três vezes maior. Seja como for , a fama mística do parque se alastrou de tal forma que hoje ele preserva - além de jaguatiricas, antas e tamanduás - alguns remanescentes do movimento hippie dos anos 70. Quem tem a oportunidade de entrar numa casa "alternativa" pode constatar as estátuas de duendes e as pinturas de discos voadores são comuns. Assim como as imagens de Senhora Santana do Santíssimo Sacramento, padroeira local, que enfeitam as salas dos sertanejos.

Por causa do calor típico do Planalto Central, as cachoeiras costumam ser os locais prediletos dos frequentadores. E elas são muitas. Cachoeiras como a da Prainha, do Pulo, da Independência e das Andorinhas disputam o título de mais bonita do parque. Mas a rainha de todas é a Véu de Noiva, cartão- postal do Estado, que despenca plácidamente por um paredão circular até o fundo do vale, 86 metros abaixo.

Chapada dos GuimarãesAs cores dos chapadões são responsáveis por boa parte do espetáculo diário do nascer e do  pôr-do-sol nas alturas. Pode-se ter uma mostra disso caminhando pela trilha íngreme que leva ao alto do Morro São Jerônimo, com 836 metros de altitude, o ponto culminante da Chapada. De seu mirante dá para entender direitinho que a Chapada é o degrau que divide o Mato Grosso em planície pantaneira, ao sul, e planalto central, que segue ao norte. Esse planalto que ruma até a Amazônia é o mesmo que engloba a refião de Brasília. Avistá-lo é uma experiência ainda mais fascinante nos dias claros, quando se enxerga a até 100 quilômetros de distância. Ou, então, quando se deita na pontinha de abismos como o do Paredão do Eco ou da Cidade de Pedra. Nesta última, uma verdadeira galeria de estátuas de formas estranhas, esculpidas pelo vento e pelas águas, ornamentam os despenhadeiros.

Alguns belos recantos da Chapada dos Guimarães estão fechados à visitação para evitar danos ecológicos. É o caso da Caverna Aroê Jari, a 50 km da cidade, também conhecida como Caverna do Francês. Com 1400 metros de extensão, ela é considerada uma das maiores cavernas de arenito do Brasil. A Lagoa Azul, um lago transparente dentro de uma gruta vizinha, é tão impressionante que a administração do parque achou por bem interditá-la aos visitantes, à espera de um plano de visitação que garanta a preservação de sua beleza.

Uma importante relíquia histórica da Chapada é a Igreja de Senhora Santana do Santíssimo Sacramento, que fica num larguinho que leva o estranho nome de Praça Dom Wunibaldo. Nos bancos da pracinha, moradores e visitantes se reúnem todas as noites, depois de um dia inteiro suado na lida do gado e nas caminhadas, para prosear até o sono aparecer.

Chapada dos Guimarães

Na pacata Chapada dos Guimarães convivem em harmonia gente da terra, místicos e todo tipo de aventureiros, de trekkers a balconistas que, nos últimos meses, têm aparecido com frequência cada vez maior nos céus da Chapada. Os pesquisadores também não saem dali. E naõ por causa das histórias de discos voadores, que eles preferem deixar para os místicos. Arqueólogos, por exemplo, tentam decifrar as inscrições rupestres encontradas em 46 locais da Chapada e que datam de pelo menos 10 000 anos. Os historiadores, por sua vez, estudam o passado da região, que foi terra de índios, depois rota de bandeirantes e de garimpeiros. Os geólogos preferem esquadrinhar o chão à cata dos indícios que comprovam que a região já foi coberta por gelo, desertos e florestas. Mas o mais surpreendente é encontrar, em meio às pedras, pequenas conchas fossilizadas. Elas são a prova de que esse ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico um dia também foi mar.

Como chegar

A Cidade de Chapada dos Guimarães está no centro do Estado de Mato Grosso, a 65 km da capital Cuiabá, que por sua vez está a 1600 km de São Paulo e a 1100 km de Brasília. O acesso, a partir de Cuiabá, se dá pela rodovia Emanuel Pinheiro ( MT-305 ).

Onde ficar

  • Pousada Penhascus
  • Lago Hotel
  • Estância São Francisco
  • Hotel Quincó
  • Pousada Bom Jardim
 
 
Joomla 1.5 Templates by Joomlashack