O guia do santuário ecológico

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Estrada Parque PDF Imprimir E-mail

A estrada, projetada para traspor as águas do Pantanal, ligando Miranda a Corumbá, seria peça importante de uma grande rodo-hidro-ferroviária que cobriria boa parte do Pantanal já que, até então, os barcos eram o principal meio de transporte da região.

Estrada Parque

Formaria-se assim, uma via de ligação à fronteira oeste até Corumbá, ponto de chegada dos trens da antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, vindos de São Paulo e que hoje só funcionam transportando cargas.

Estrada ParqueCuriosamente, a Estrada Parque nasceu também com certas conotações ecológicas. Seu traçado baseou-se nas rotas originais das grandes boiadas, caminhos naturais obrigatórios no Pantanal. Ambientalistas da época temiam queo o aterro interferisse nas cheias, o que não aconteceu - a água vence a estrada sem grandes dramas, isolando-a às vezes por dois meses do ano. Os engenheiros da estrada, pelo contrário, acabaram criando sem querer uma peculiar "eco-rodovia". Há quem diga, com boa dose de humor e razão que a Estrada Parque é o mais extenso zoológico do mundo. Explica-se: os aterros revelaram uma surpreendente capacidade de reter as águas das cheias e assim, mesmo na época das secas mais terríveis, a água acumulada nas laterais das estrada, transforma-se num prodigioso refúgio de peixes, jacarés, capivaras, sucuris, garças, tuiuiús, e muitos outros animais.

Em certos dias do ano, durante as cheias, não passam carros na estrada. O barco é o melhor meio de transporte nessa época. O ciclo das águas determina os movimetos dos homens e animais. Depois das cheias, no início da seca, a estrada floresce. É tempo de pescar nos incontáveis riachos que cruzam o caminho e tentar viajar por toda estrada, desafiando as infindáveis e precárias pontes de madeira. A estrada criou muitas histórias ao longo dos anos que se passaram e hoje, finalmente, despertou para sua real vocação: o ecoturismo.

A estrada

Estrada ParqueSão 119 quilômetros de chão batido. Começa no entroncamento com a BR-262 (km 646), denominado "Buraco da Piranha", onde funciona um posto avançado da Polícia Florestal. O principal trecho da Estrada Parque é do entroncamento ao Porto da Manga, na barranca do rio Paraguai. São 70 quilômetros, aproximadamente, e 68 pontes de madeira, onde se observa grande número de animais e aves. É também onde se localizam os hotéis-pousadas, antigas sedes de fazendas de gado que hoje conciliam as duas atividades: pecuária e ecoturismo.

Estrada ParqueEstas fazendas, a maioria com localização próxima à Estrada Parque, com fácil acesso, oferecem um ótimo serviço aos turistas, desde a comida caseira a passeios ecológicos imperdíveis. Ali, no coração do Pantanal da Nhecolândia, o visitante poderá participar da lida diária com gado da fazenda (peão e boi) e pode até acompanhar uma comitiva de boiada. Além disso, as pousadas ainda oferecem passeios de barco, a cavalo ou trator e safáris fotográficos com caminhadas e visitas aos ninhais da região.

Como chegar

  • Por via aérea, a TAM faz São Paulo-Corumbá, diariamente. Outra opção é o Boeing da Lloyd Aéreo Boliviano (LAB).
  • De carro - São 1400 km, seguindo-se pela Rodovia Castelo Branco (SP 280), Marechal Rondon (SP 300) e BR-262, que passa por Campo Grande, Aquidauana e Miranda. Ao chegar ao Buraco da Piranha, na BR-262 (km 646), você está entrando na Estrada Parque.

Onde ficar

  • Pesqueiro do Tadashi (Passo da Lontra)
  • Pousada Rio Vermelho
  • Hotel Fazenda Xaraiés
  • Hotel Fazenda Arara Azul
  • Hotel Fazenda Pousada do Leque
 
 
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