O pantanal de Paiaguás apresenta como limites, ao norte, o pantanal de Barão de Melgaço, servindo o rio Piquiri como marco divisório entre os dois; ao sul, os pantanais da Nhecolândia e o Paiaguás; a leste, a serra de São Jerônimo, no limite com o planalto central; e a oeste, as florestas dispostas na fronteira Brasil-Bolívia.
A vegetação do paiaguás é principalmente do tipo savana (Allem 1977b, Pott 1982a). Áreas consideráveis estão recobertas por savana densa, que não alcança a configuração de mata, o que aumenta a área de pastagem útil.
O estrato herbáceo graminoso e forrageiro dessas áreas de savana adensada (presença maior de elementos lenhosos) é principalmente composto por capim-mimoso (Axonopus purpusii) e capim-bananal (Axonopus compressus).
Aqui, praticamente, desaparecem as baías e salinas, sendo substituídas por corixos e corixões. Em vista aérea, sobressaem a savana e a savana adensada, pontilhadas aqui e ali por matas-galeria e campos.
Constata-se a existência de solos argilo-siltosos e arenosos, com acentuada predominância do segundo tipo.
Também constata-se superfícies de tamanho considerável, apresentando solos argilosos, porém quase sempre próximas a algum manancial hídrico da área (rio, charco). FONTE: Recursos Forrageiros nativos do Pantanal mato-grossense, por Antonio Costa Allem e José Francisco Montenegro Valls. Brasília, 1987. (EMBRAPA-CENARGEN. Documentos, 8)
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