O guia do santuário ecológico

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Introdução - Plantas do Pantanal PDF Imprimir E-mail
Na apresentação das plantas tratadas é seguida a ordem alfabética de família, depois de nome científico (gênero e espécie), o qual é a identidade internacional da planta. O nome comum varia muito entre sub-regiões e até mesmo entre pessoas da mesma fazenda, e o mesmo nome às vezes é usado para várias espécies, até de famílias diferentes (ver “cipó-de-leite“, “espinheiro“ ou “leiteiro“). O nome vulgar em letras maiores é considerado o mais utilizado; quando não consta, não é conhecido no Pantanal ou não foi detectado, e é um sinal de que a planta não tem utilização para o pantaneiro nem o atrapalha.

O número abaixo do nome científico e após AP é o de coleta do primeiro autor, precedido de VJP é da co-autora, ou de outro botânico mencionado, do material documentado no Herbário CPAP, seguido de id.=identificado por, ou conf.=identificação confirmada por, e nome do taxônomo, ou comp.=identificado por comparação com exemplar identificado por.

Etimologia: origem da palavra, é dada para facilitar a familiarização com os nomes científicos, que às vezes parecem tão difíceis e misteriosos, e também de nomes vulgares, freqüentemente originados da taxonomia do índios, ligada à utilização das plantas.

São dadas breves informações sobre hábito (árvore,arbusto, erva, trepadeira, etc.), tamanho, eventuais carcterísticas morfológicas, apenas complementares à ilustração. A época ou amplitude de floração e frutificação é dada pela abreviatura dos meses do ano, como jan-fev, etc. Não significa que no período dado como início ou fim alguém vai achar flor em qualquer ano ou qualquer lugar onde a planta ocorre, pois isto é variável de ano a ano, entre locais, dependendo das chuvas e da cheia. Por exemplo, às vezes o “ paratudo “ tem floração sincronizada e maciça, noutros anos é paulatina e “ esparramada “; em Poconé a flor do “ cambará “ sai mais cedo do que em Corumbá, pois no norte a cheia do rio é antes que no sul. E na mesma área pode não ser a mesma população durante todo o período indicado, p.ex. anuais ( ou mesmo perenes ) podem estar nascendo ou rebrotando num ponto e florescendo ou morrendo noutro a poucos metros, em função de níveis topográficos, ou seja, de umidade do terreno. Muitas vezes a época de flor e fruto é dada apenas em termos de estação do ano. Estação chuvosa, ou simplesmente chuvas, no verão, significa nov-mar, e seca ou estação seca refere-se a mai-set, ou inverno. Isto nos campos alagados por chuva. Nem sempre há seca no solo, pois a planície inundada pelo rio Paraguai pode estar no pico de cheia em plena seca climática. Se isto tudo parece um tanto complicado, e com razão, uma solução para entender melhor é ver o Pantanal em diferentes épocas, durante vários anos, em muitos locais.

Utilização: significa utilização atual no Pantanal quando sem referência, ou potencial, com número sobrescrito1-246, respectivo à fonte bibliográfica consultada. No caso de madeiras, dens. Signinfica densidade (g/cm3), tendo-se tirado a média quando as fontes davam valores distintos.

Uso medicinal: significa uso medicinal na região, de informação dada diretamente por pantaneiros. Quando não é registro original, é indicada a fonte, mesmo referindo-se ao Pantanal, p.ex., Guarim Neto.

Cultivo: quando há informação, com a referência onde podem ser encontrados detalhes.

Ecologia: comportamento da espécie ao fogo, pastejo, pertubação da vegetação, ciclo de cheia ou seca, etc., como subsídio ao manejo e à conservação.

Ocorrência: freqüência,  onde ocorre no Pantanal, conforme o mapa esquemático das sub-regiões, e tipo textural de solo, sendo os principais termos explicados no glossário. Quanto aos solos, estes são arenosos nas sub-regiões de Nhecolândia, Paiaguás e maior parte de Aquidauana e Abobral, e norte das sub-regiões de Poconé e Barão de Melgaço; solos argilosos predominam nas sub-regiões de Cáceres, Paraguai, Miranda, e Nabileque, além de sul de Poconé e de Barão de Melgaço, e partes baixas de Aquidauna.

Morraria calcárea refere-se às elevações periféricas, da Serra da Bodoquena e de Corumbá, relevo muito mais antigo do que a planície sedimentar quartenária que é o Pantanal. Cit.ant.: citação anterior, de outro(s) autor(es), para o Pantanal, considerando apenas a planície pantaneira. Não foram consideradas citações vagas, pois há trabalhos que não especificam se a planta é do Pantanal, p.ex., colocando apenas Corumbá105,209, município de 300 km de comprimento e que encosta no de Poconé e no de Coxim. Algumas espécies não apareciam na literatura desde Moore (1895) 151, outras são citadas pela primeira vez para o Pantanal.

Distribuição: distribuição geográfica geral, que dá uma idéia da origem da flora e da amplitude ecológica das espécies. Os estado são citados pela sigla; quando consta MT (e MS) significa que é de uma fonte bibliográfica anterior â divisão do velho MT. Nos casos em que este item não consta, não foi encontrada informação.

Outra(s) sp(p): outra(s) espécie (s) do gênero, levantada (s) e / ou citada (s), para dar uma idéia do gênero da região.

É acrescentado um pequeno glossário para dominações regionais da paisagem e alguns termos técnicos que não puderam ser evitados, sendo que mais informação sobre o ecossistema do Pantanal pode ser encontrada entre a bibliografia citada.Foram simplificados termos como anemócoro, béquico, emenagogo, etc.
 
 
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